A lógica parece simples: preço mais baixo = mais alunos = mais receita. Mas na prática, cursos mais baratos frequentemente têm taxa de reembolso maior, menor taxa de conclusão, mais suporte demandado por aluno e, no final das contas, menos lucro do que cursos mais caros com menos alunos. Por quê?
O efeito do preço na percepção de valor
O preço é um sinal. Quando alguém paga R$ 97 por um curso, a expectativa implícita é de conteúdo de entrada — algo para experimentar. Quando paga R$ 997, a expectativa é de resultado real. Esse aluno está mais comprometido antes mesmo de começar, porque investiu mais.
Esse efeito tem um nome na psicologia econômica: efeito de comprometimento pelo investimento. Quanto maior o investimento, maior a tendência de agir para que ele "valha a pena". Aplicado a cursos, isso se traduz em taxas de conclusão maiores, mais implementação do que foi ensinado e mais depoimentos reais.
A matemática da margem
O curso mais caro dá resultado parecido com menos de um terço dos alunos — e com muito menos suporte, menos gestão de reembolsos e menos pressão operacional.
Quando o curso barato faz sentido
Preço baixo tem contexto onde faz sentido: produto de entrada para audiência nova, oferta de aquecimento antes de um produto mais caro, ou curso com produção muito baixa e sem ambição de escala. O problema não é cobrar pouco — é cobrar pouco sem calcular se o modelo sustenta.
A pergunta certa não é "qual preço vai vender mais?" — é "qual preço cobre meus gastos, paga os impostos, gera o lucro que planejei e ainda faz sentido para o aluno?" Essa pergunta tem uma resposta calculável — e o myPRICER é exatamente onde você faz esse cálculo.
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Gilberto Fernandes
Empreendedor baseado em Goiânia. Fundou o myPRICER para que profissionais definam preço com base em dados — não em medo.